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CABEÇALHO



Fornecer todas as componentes de um projecto imobiliário a um cliente é  o conceito do Focus Group, que opera entre a arquitectura e a engenharia,  com a decoração e o urbanismo. Está na Europa, África e vai a caminho do Brasil.

Aumentar a facturação em 500 mil euros num ano de crise e, sobretudo, trabalhando numa área relacionada com a construção - onde mais se fez sentir a quebra de actividade - é uma proeza rara nos dias que correm. Mas essa é a história do Focus Group, que integra oito empresas das áreas de engenharia, arquitectura e urbanismo e que atribui a façanha a "um conceito inovador" que apelida de one stop solution. Que já está, de resto, a exportar para mercados tão distintos como a Roménia ou Cabo Verde.

 

"A nossa filosofia consiste na ideia de que 1+1+1 não é igual a três, é mais", sintetiza o presidente da Focus Group, Nuno Malheiro, que estima atingir este ano um volume de negócios da ordem dos três milhões de euros. Por outras palavras, a ideia é oferecer ao cliente - na maioria dos casos promotores imobiliários ou autarquias - uma solução integrada que abranja todas as fases de um projecto, desde a arquitectura, à engenharia civil e de instalações técnicas, passando pela arquitectura paisagística, interiores e decoração, planeamento e urbanismo e ainda, na fase final, a comunicação e imagem. Cada área é explorada por uma empresa diferente, todas no mesmo edifício e englobadas na holding, que vai no seu 5.º ano.

 

Nuno Malheiro, 35 anos, e fundador da maioria das empresas do grupo, destaca como principais vantagens desta abordagem comercial uma "melhor e mais rápida coordenação e compatibilização das várias fases de um projecto imobiliário", o que permite a oferta de preços mais competitivos, por um lado, e mais rapidez no prazo de conclusão dos projectos, "que é o que os clientes querem".

 

O arquitecto sublinha ainda outras vantagens comparativas face a uma abordagem isolada. "Esta maneira de trabalhar em conjunto - visto que todos nos podemos sentar à mesma mesa para discutir um projecto - permite evitar as frequentes surpresas relacionadas com erros na concepção dos projectos, que estão, muitas vezes associadas a uma derrapagem dos custos face ao orçamentado". Por outro lado, "os clientes têm de tratar apenas com um interlocutor, o que não só simplifica todo o processo como garante que a empresa assumirá a responsabilidade, caso alguma coisa corra mal", acrescenta Nuno Malheiro. Esta questão garante, segundo o empresário, mais segurança ao cliente, na medida em que, quando há vários intervenientes num projecto, "muitas vezes a culpa morre solteira, com toda a gente a sacudir a água do capote".

 

Nuno Malheiro faz questão de dizer que o grupo se posiciona no segmento de qualidade, médio-alto, alto, não tendo como seu principal objectivo a apresentação de preços mais baixos. Mas, admite, "as sinergias que se geram entre empresas irmãs ajuda-nos a ser mais competitivos".

 

Entre alguns dos clientes regulares do Focus Group estão construtoras de grande dimensão como a Mota-Engil, Soares da Costa ou Edifer, sendo que os projectos em que se envolvem tanto vêm do segmento privado como público. Entre alguns exemplos de projectos concebidos para o sector público estão o projecto de engenharia do futuro Hospital de Braga (na parte das instalações técnicas), cerca de uma dezena de escolas no âmbito da requalificação do parque escolar ou o projecto integral da prisão da Carregueira e a ampliação do presídio de Izeda. Na sua carteira de trabalhos, a empresa tem ainda várias ecopistas, que consistem na recuperação de vias ferroviárias desactivadas e o estádio de futebol da Póvoa de Varzim ou mesmo o Estádio da Luz.

 

Roménia, Cabo Verde e Brasil na Lista

Com apenas cinco anos de existência, o Focus Group já está internacionalizado em dois continentes (Roménia e Cabo Verde) e vai a caminho do terceiro, com a aventura brasileira marcada para o próximo ano. Nuno Malheiro diz que a estratégia começou em 2008 no mercado do Leste europeu, tendo sido escolhida a Roménia, não só porque foi lá que se identificou o melhor parceiro local (que tem 30% do capital), como pela maior proximidade cultural face à outra alternativa, que seria a Polónia. Foi aberta uma empresa de direito local, onde já estão a projectar um edifício de escritórios em Bucareste, dois hotéis e ainda dois projectos hospitalares a aguardar luz verde no Kosovo. Este ano foi a vez de Cabo Verde, onde a empresa está a aproveitar as oportunidades de equipamentos públicos, como hospitais, para os quais há fundos da UE. Em 2010 o rumo é o Brasil.

 

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